O curso de Enfermagem precisa passar por uma reforma para enfrentar os novos desafios na saúde, como o envelhecimento da população e o surgimento de demandas sanitárias mais complexas. É o que aponta relatório do 3º Fórum sobre o Futuro da Enfermagem, realizado em 22 de fevereiro deste ano, em Houston, Texas.
Durante o evento, discutiu-se o ensino da Enfermagem. Para os especialistas, é preciso inovar em três áreas: o que, como e onde ensinar (as perspectivas discutidas nesse fórum serão lançadas em outubro deste ano). Isso porque parte-se do fato de que os enfermeiros são o mais numeroso segmento da força de trabalho em saúde e os primeiros a garantir atenção primária aos pacientes. Ou seja, a educação e capacitação desses profissionais afetam diretamente a segurança e qualidade do serviço prestado.
No entanto, é preciso lembrar que o sistema norte-americano de saúde está se desenvolvendo e as demandas dos pacientes estão mudando. Cada vez mais, os enfermeiros fazem parte de equipes de saúde com profissionais das mais diferentes especialidades e a tecnologia usada no setor saúde avança rapidamente.
A ideia, então, é preparar os enfermeiros para os desafios do sistema educacional, que precisa oferecer uma educação de alta qualidade desde o nível mais básico. Esse sistema educacional deve estar apto a ensinar o número certo de enfermeiros com as competências e habilidades certas.
A Fundação Robert Wood Johnson para o Futuro dos Enfermeiros tem como meta traçar um plano nessa área, como parte dos esforços para reformar o sistema de saúde dos Estados Unidos da América. A iniciativa deu lugar a três fóruns públicos, que exploraram os desafios e as oportunidades dessa profissão.
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